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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: INCÊNDIOS FLORESTAIS NA EUROPA PODEM AUMENTAR 200% ATÉ 2090

Mäyjo, 08.12.15

Alterações climáticas: incêndios florestais na Europa podem aumentar 200% até 2090

As alterações climáticas deverão contribuir para um “aumento dramático” dos incêndios florestais na Europa. A conclusão é de um novo estudo que indica que as temperaturas mais elevadas e secas mais prolongadas deverão provocar um aumento de 200% no número de fogos até 2090.

O estudo foi elaborado pelo International Institute for Applied Systems Analysis e pelo Joint Research Centre, que se basearam em vários cenários onde analisaram o impacto que alterações climáticas poderão vir a ter no aumento dos incêndios florestais na Europa nos próximos anos.

De acordo com os cientistas, se nada for feito para travar as alterações, em 2090 a área europeia ardida poderá aumentar em 200%, quando comprada com os dados registados entre 2000 e 2008, refere o Daily Mail.

Contudo, os investigadores afirmam que esta taxa pode também ser reduzida através de queimadas intencionais controladas, que ajudam a limpar a flora morta, que muitas das vezes é o rastilho para grandes incêndios. “Existe um grande debate sobre a eficácia dos fogos controlados como uma ferramenta de gestão das florestas”, afirma Nikolay Khabarov, que liderou a investigação. “Este estudo revela que esta prática pode ser uma opção promissora para proteger as florestas europeias dos impactos das alterações climáticas. As florestas da Europa são reservatórios vitais para a vida selvagem, biodiversidade e para o nosso lazer e bem-estar. Como tal precisamos de encontrar maneiras de as proteger”, acrescenta o investigador.

Os cientistas alertam ainda para o facto de 95% dos fogos serem provocados por ações humanas, nomeadamente descuidos ou fogo posto ou ainda fogos ao ar livre que não são convenientemente apagados.

Foto: Inhale kilz / Creative Commons

NOVA ZELÂNDIA RECEBE OS PRIMEIROS REFUGIADOS MUNDIAIS VÍTIMAS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 08.12.15

Nova Zelândia recebe os primeiros refugiados mundiais vítimas das alterações climáticas

O cenário outrora abstrato de pessoas a fugirem dos seus países, que foram dizimados pelas alterações climáticas, é agora uma realidade. A Nova Zelândia aceitou recentemente o pedido de refúgio de uma família de Tuvalu, onde as alterações climáticas, que provocam o aumento do nível da água do mar, estão a afundar a ilha.

No passado, a Nova Zelândia havia rejeitado pedidos semelhantes, mas desta vez resolveu acolher os refugiados.

Atualmente, as alterações climáticas e o aumento do nível do mar são oficialmente reconhecidas como causas legítimas pela Convenção Internacional dos Refugiados para requerer refúgio num outro país. E o pedido desta família foi avaliado também à luz de outros argumentos. Segundo escreve o Inhabitat, a família vivia no país desde 2007 e tinha já laços fortes com a comunidade local.

“Esta decisão é bastante significante”, afirmou o perito em direito ambiental, Vernon Rive. “Contudo, esta aceitação não representa um passaporte de abertura para todas as pessoas que estão a sofrer as consequências das mudanças climáticas. Trata-se de um teste muito restrito baseado em circunstâncias excepcionais de natureza humana”, sublinha o perito.

A Nova Zelândia é um dos poucos países que aceita refugiados com base em argumentos humanitários excepcionais – o que foi claramente reconhecido como sendo o caso da ilha de Tuvalu que está a ser submersa.